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Escândalo digital leva Gana a exigir extradição de russo acusado de filmar encontros íntimos

O Gana anunciou que vai avançar com um pedido formal à Rússia para a extradição de um cidadão russo acusado de filmar mulheres ganesas sem consentimento e de difundir os conteúdos na Internet, num caso que está a provocar forte indignação pública.

Registro autoral da fotografia

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Segundo informações recolhidas pelas autoridades, o suspeito, descrito como um blogueiro na casa dos 30 anos e auto-intitulado “sedutor”, terá viajado para o Gana com o propósito de registar encontros íntimos através de dispositivos ocultos, posteriormente partilhados nas redes sociais. Há relatos sobre o uso de óculos com câmaras incorporadas, embora o método exacto ainda não tenha sido confirmado oficialmente.

O ministro da Tecnologia, Sam George, revelou que convocou o embaixador russo em Acra para esclarecer o caso, sublinhando que os actos atribuídos ao suspeito configuram graves violações da legislação ganesa sobre cibercrime.

O Ministério do Género, Criança e Bem-Estar Social indicou que o indivíduo já terá abandonado o território ganês, facto que não atenua a seriedade das acusações nem a determinação do Governo em levar o processo até às últimas consequências.

Acra pretende ainda accionar a Interpol para localizar o suspeito e reforçar a cooperação internacional, admitindo que o julgamento poderá avançar mesmo na ausência do arguido, caso este recuse regressar voluntariamente ao país.

A legislação ganesa é clara: a divulgação de imagens íntimas sem consentimento constitui crime grave, punível com penas que podem atingir 25 anos de prisão, num contexto em que as autoridades intensificam o combate a abusos digitais, incluindo extorsão sexual e partilha ilegal de conteúdos explícitos.