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Varsóvia admite plano de construção de armas nucleares para travar ameaça de Moscovo

A Polónia admite avançar para o desenvolvimento de um programa de armas nucleares como pilar da sua defesa nacional, numa resposta directa à pressão militar da Rússia e à guerra em curso na Ucrânia, que já dura há três anos.

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O Presidente polaco, Karol Nawrocki, afirmou, em entrevista televisiva, que Varsóvia não pode ignorar a sua posição geográfica numa região marcada por conflito armado, defendendo que a segurança do país deve assentar também no potencial nuclear.

Segundo o chefe de Estado, a postura “agressiva e imperial” de Moscovo em relação à Polónia é um dado conhecido, o que obriga o país a repensar a sua arquitectura de defesa e a considerar opções até agora reservadas às grandes potências.

Nawrocki garantiu que qualquer passo nesse sentido respeitaria integralmente os tratados e regulamentos internacionais, sublinhando que a aposta no nuclear surge como dissuasão e não como provocação.

Questionado sobre uma eventual reacção russa, o Presidente desvalorizou possíveis ameaças, lembrando que Moscovo responde de forma hostil a praticamente qualquer decisão que contrarie os seus interesses estratégicos.

As declarações surgem num momento em que vários Estados europeus debatem soluções de defesa próprias, perante o endurecimento do discurso russo e a percepção de um afastamento gradual dos Estados Unidos do compromisso de segurança no continente, sobretudo após o regresso de Donald Trump ao centro do palco político internacional.