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Ciclone Gezani semeia morte e destruição em Madagáscar: 59 vítimas confirmadas

Madagáscar acordou em luto após a passagem devastadora do ciclone Gezani, que já provocou pelo menos 59 mortos, deixou 15 pessoas desaparecidas e forçou mais de 16 mil habitantes a abandonar as suas casas. O balanço foi divulgado esta segunda-feira pela agência nacional de gestão de desastres.

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O fenómeno extremo atingiu com especial violência a costa leste do país insular, em particular Toamasina, a segunda maior cidade do país, onde se registou a maioria das vítimas mortais depois de ventos que chegaram aos 250 quilómetros por hora.

A dimensão da destruição é alarmante: cerca de 25 mil residências ficaram completamente destruídas, outras 27 mil foram inundadas e mais de duas centenas de salas de aula sofreram danos significativos, comprometendo o funcionamento de escolas e serviços públicos essenciais.

Em Toamasina, o cenário é de quase colapso. A cidade funciona com apenas cinco por cento da sua capacidade eléctrica e permanece sem abastecimento regular de água, agravando a situação humanitária de milhares de famílias.

Este é o segundo grande ciclone a atingir Madagáscar em poucas semanas. No início de Fevereiro, o ciclone Fytia já tinha causado pelo menos sete mortes e deixado cerca de 20 mil pessoas sem tecto.

As autoridades alertam para a necessidade urgente de ajuda humanitária, enquanto as equipas de emergência prosseguem as buscas pelos desaparecidos e avaliam os prejuízos num país cada vez mais vulnerável a fenómenos climáticos extremos.