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Luanda será palco de evento estratégico para financiar desenvolvimento em África

Angola vai assumir, em 2026, o centro das atenções africanas ao acolher uma gala internacional destinada à mobilização de fundos para a implementação de projectos da Organização das Primeiras-Damas Africanas para o Desenvolvimento, anunciou Ana Dias Lourenço, numa decisão que reforça o protagonismo do país nas agendas sociais do continente.

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O anúncio foi feito em Adis Abeba, no encerramento da 30.ª sessão da Assembleia da Organização das Primeiras-Damas Africanas para o Desenvolvimento, segundo um comunicado do CIPRA. Na qualidade de vice-presidente da organização, Ana Dias Lourenço apelou a uma participação activa dos Estados-membros, sublinhando que o êxito da iniciativa dependerá também da capacidade de atrair novos parceiros e aliados estratégicos.

Durante a intervenção, a primeira-dama destacou os esforços de Angola no reforço de políticas públicas voltadas para o empoderamento feminino, a educação das raparigas, a protecção social e a inclusão económica, com especial incidência sobre comunidades em situação de maior vulnerabilidade.

Foram igualmente apresentadas duas experiências angolanas apontadas como casos de sucesso: a campanha “Nascer Livre para Brilhar”, que reduziu a taxa de transmissão do VIH de mãe para filho de 26% em 2019 para 14% em 2021, e a iniciativa “Somos Todos Iguais”, orientada para o combate à violência baseada no género, com impacto directo no agravamento das penas aplicadas a crimes contra menores.

No domínio do desenvolvimento comunitário, Ana Dias Lourenço avançou números expressivos, referindo a sensibilização de mais de 151 mil pessoas, a capacitação de mais de sete mil líderes religiosos e a criação de 28 redes de apoio e protecção à criança. Anunciou ainda, enquanto instituidora da Fundação Ngana Nzenza, a construção, este ano, de um campus juvenil na província do Cunene, vocacionado para saúde, bem-estar, prevenção do VIH e formação técnico-profissional.

A 30.ª sessão da Assembleia da OAFLAD decorreu sob o lema “Construir resistência para mulheres e raparigas perante os desafios do clima, dos conflitos e na projecção de futuros sustentáveis”, reafirmando o compromisso continental com um futuro mais seguro, inclusivo e humano para mulheres e meninas em África.