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Costa Júnior denuncia “campanha de difamação” e garante: “A UNITA não está à venda”

Adalberto Costa Júnior acusou, esta quarta-feira, em Luanda, a existência de uma “campanha dirigida” nas redes sociais destinada a convencer a opinião pública de que a UNITA foi comprada. A resposta foi taxativa: “Não fomos e não seremos comprados, nunca.”

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A declaração surgiu na cerimónia de cumprimentos de Ano Novo do partido, que reuniu corpo diplomático, dirigentes políticos, representantes da sociedade civil, líderes religiosos e convidados de outras forças partidárias. Perante uma plateia atenta, o presidente da UNITA afirmou que há actores empenhados em semear dúvidas sobre a posição do maior partido da oposição.

Costa Júnior reiterou que a UNITA se manteve firme contra alterações constitucionais até ao fim do actual mandato e contra um eventual terceiro mandato presidencial. Sublinhou que o partido optou por respeitar a Constituição e rejeitou criar instabilidade nas ruas, embora tenha lembrado que o direito à manifestação é constitucional e não pode ser criminalizado.

Num tom de alerta, afirmou que o país vive um momento em que se tenta limitar direitos fundamentais, advertindo que nenhum cidadão deve aceitar a criminalização da opinião política. Ainda assim, assegurou que a UNITA continuará a afirmar-se como uma oposição “séria e consequente”.

O líder da UNITA anunciou também a intenção de apresentar um Pacto de Transição para 2027, que definiu como uma proposta patriótica de estabilidade e não um instrumento de ruptura. O objectivo passa por garantir transparência e credibilidade no processo eleitoral, reforçar a separação de poderes, assegurar a neutralidade da administração pública e preservar a paz social e a estabilidade económica no período pré e pós-eleitoral.

Num ano pré-eleitoral, advertiu para o risco de instrumentalização das instituições do Estado e apelou ao reforço da confiança na Comissão Nacional Eleitoral e nos tribunais, em particular no Tribunal Constitucional. “O mundo observa Angola”, frisou, sublinhando que eleições transparentes são determinantes para a estabilidade interna e para a credibilidade internacional do país.