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Embaixador de Israel em Angola trava paralelos entre Holocausto e Gaza

O embaixador de Israel em Angola rejeitou de forma categórica qualquer comparação entre o Holocausto e o actual conflito na Faixa de Gaza, classificando essa associação como inaceitável e historicamente infundada.

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Leo Vinovezky falava à imprensa no final da cerimónia que assinalou o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, promovida pela embaixada israelita, ocasião em que sublinhou que o extermínio do povo judeu durante o regime nazi “não tem paralelo possível” e deve ser recordado para que “nunca mais aconteça a ninguém”.

O acto reuniu mais de 150 participantes, entre os quais o embaixador da Alemanha, representantes diplomáticos, autoridades angolanas, líderes religiosos, académicos e membros da sociedade civil, num momento marcado por apelos à memória histórica e à responsabilidade colectiva perante tragédias humanas.

Durante a cerimónia, a directora do Memorial às Vítimas do Holocausto do Rio de Janeiro, Sofia Levy, recordou que, ao longo de 12 anos de domínio nazi, cerca de 11 milhões de civis perderam a vida, incluindo seis milhões de judeus, advertindo para a persistência de tentativas de negação ou distorção dos factos históricos desde o fim da II Guerra Mundial.

O diplomata israelita defendeu que, num mundo em permanente transformação, a memória não pode ser relativizada, alertando para os perigos da indiferença face à discriminação, à exclusão e à violência contra grupos vulneráveis, valores que, afirmou, devem ser combatidos sem hesitação.

Vinovezky destacou ainda a solidez das relações entre Israel e Angola, considerando o país “um dos amigos mais importantes em África”, e sublinhou o contributo activo da comunidade israelita no território nacional, bem como o interesse em reforçar a cooperação bilateral em áreas como agricultura, construção e infra-estruturas.