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Presidente interina da Venezuela diz-se “farta” das ordens dos EUA

A presidente interina da Venezuela, Dercy Rodrigues, diz estar “farta das ordens dos Estados Unidos da América, que capturou o ex-presidente Nicolas Maduro, no dia 3 de Janeiro de 2026.

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Em causa, segundo a CNN Prtugal, está uma série de exigências que a Casa Branca quer forçar Caracas a aceitar, mas que a nova liderança venezuelana parece disposta a traçar limites.

A revelação surge numa altura em que diz estar a trabalhar para unir o país após a captura pelos EUA do seu antigo líder Nicolás Maduro.

Rodríguez tem andado numa corda bamba desde que foi apoiada pelos EUA para liderar o interinamente o país.

Agora, quase um mês depois de assumir o seu novo cargo, Rodríguez voltou a insurgir-se contra os EUA, no meio de uma pressão constante que inclui uma série de exigências para que a Venezuela retome a produção de petróleo.

“Já chega de ordens de Washington sobre os políticos na Venezuela”, disse a um grupo de trabalhadores do sector do petróleo na cidade de Puerto La Cruz, num evento transmitido pelo canal estatal Venezolana de Televisión.

“Deixem que a política venezuelana resolva as nossas diferenças e os nossos conflitos internos. Esta república pagou um preço muito alto por ter de enfrentar as consequências do fascismo e do extremismo no nosso país”, acrescentou.

 A Casa Branca tem mantido uma pressão constante sobre a Venezuela desde que Maduro e a sua mulher, Cilia Flores, foram capturados no início de janeiro e levados para os EUA, onde o antigo líder enfrenta acusações.

Rodríguez, antiga adjunta de Maduro, insistiu nas últimas semanas que os EUA não governam a Venezuela, mas também não procurou um confronto com Washington.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que seria o país a “governar” a Venezuela imediatamente após a captura de Maduro, mas mais tarde apoiou Rodríguez como líder interina. Até ao momento os Estados Unidos da América ainda não reagiram ao pronunciamento de Dercy Rodrigues.