Política monetária mais leve: BNA avança com novo corte nas taxas
O Banco Nacional de Angola voltou a mexer na política monetária e reduziu a taxa directora de 19 para 18,5 por cento, um sinal de maior confiança na trajectória da inflação. A decisão foi tomada após a reunião do Comité de Política Monetária, realizada no Dundo, e representa um novo passo na estratégia do banco central para estimular a economia.

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Além da taxa directora, o BNA ajustou também as facilidades permanentes: a taxa de cedência de liquidez baixou de 20 para 19,5 por cento e a taxa de absorção recuou de 17 para 16,5 por cento. O regulador justifica estas medidas com a melhoria dos indicadores macroeconómicos e com a “desaceleração consistente” da inflação, que desceu para 17,43 por cento em Outubro, depois dos 18,16 por cento registados em Setembro.
O banco central prevê que a inflação continue a recuar até ao final do ano, sustentada pela maior oferta de bens essenciais, pelo nível de liquidez considerado adequado e pela estabilidade cambial. Para 2025, o BNA aponta uma inflação de 17 por cento — com uma margem de desvio de 0,5 pontos — e projecta um recuo ainda mais acentuado para 13,5 por cento em 2026.
No panorama monetário, a base monetária em kwanzas caiu 0,25 por cento em Outubro e acumula uma contração anual superior a 7 por cento, enquanto o agregado M2 cresceu 1,13 por cento no último mês, num sinal de maior disponibilidade de recursos financeiros no sistema. O crédito em moeda nacional totalizou 7,06 biliões de kwanzas, um aumento acumulado de 17,36 por cento desde o início do ano.
Já no sector externo, o saldo da conta de bens sofreu um forte abalo, caindo 46,63 por cento entre Setembro e Outubro, devido à quebra das exportações e ao aumento das importações. Mesmo com este recuo, o excedente acumulado mantém-se nos 12,48 mil milhões de dólares, embora 35 por cento abaixo do registado no período homólogo.
As reservas internacionais fixaram-se em 15,31 mil milhões de dólares, garantindo uma cobertura confortável de quase oito meses de importações. A próxima reunião do Comité de Política Monetária está agendada para 13 e 14 de Janeiro, em Luanda.
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