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Portugueses em Angola aderem às urnas e antecipam segunda volta nas presidenciais

Apesar do calor convidativo e do apelo das praias de Luanda, milhares de portugueses residentes em Angola acorreram este domingo às urnas para votar nas eleições presidenciais, num acto marcado por forte mobilização e pela convicção generalizada de que o sufrágio seguirá para uma segunda volta.

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Desde as primeiras horas do dia, as duas mesas de voto em funcionamento na capital registaram uma afluência constante, sem grandes filas, mas suficiente para confirmar o envolvimento activo da comunidade portuguesa no processo eleitoral. Fonte consular destacou à imprensa o elevado interesse gerado pelas presidenciais, sublinhando o número significativo de pedidos de esclarecimento recebidos nos dias que antecederam a votação.

Ainda assim, nem todos conseguiram exercer o direito de voto. Alguns eleitores viram a sua inscrição eleitoral inactiva, na sequência de alterações associadas ao Cartão de Cidadão, situação que, segundo o consulado, pode ser resolvida administrativamente. Houve também quem permanecesse recenseado em Portugal, o que inviabilizou o voto presencial em Angola.

Entre os eleitores ouvidos, surgiram críticas às dificuldades enfrentadas no voto no estrangeiro, sobretudo no modelo por correspondência, apontado como pouco eficaz. Outros destacaram melhorias recentes no acompanhamento consular e defenderam mudanças estruturais, como a uniformização dos procedimentos e a introdução do voto electrónico, visto como solução para facilitar a participação dos portugueses espalhados pelas várias províncias angolanas.

Apesar dos constrangimentos, muitos eleitores consideraram o processo simples e acessível, apelando, no entanto, a uma divulgação mais eficaz das informações eleitorais. Para vários votantes, a ida às urnas representou não apenas um dever cívico, mas também um sinal claro de compromisso com o futuro político de Portugal.

Em Angola, cerca de 13 mil eleitores encontram-se recenseados, num universo de aproximadamente 114 mil portugueses inscritos nos consulados. Segundo dados consulares, o fim-de-semana ficou marcado por uma participação expressiva, com o sábado particularmente animado e o domingo a confirmar-se como o dia de maior afluência.