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Presidente alerta: vandalismo de bens públicos pode matar e travar o país

O Presidente da República classificou esta Quinta-feira a vandalização de bens públicos como “um assunto muito sério” e apelou a uma resposta firme e concertada do Estado e da sociedade, defendendo tolerância zero contra um fenómeno que considera lesivo para a segurança, a economia e a vida dos cidadãos.

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Há 2 meses
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João Lourenço falava à imprensa após a inauguração de uma fábrica chinesa de alumínio electrolítico, na província do Bengo, ocasião em que sublinhou que os poderes Executivo, Legislativo e Judicial estão obrigados a actuar de forma convergente para travar a destruição de infra-estruturas públicas, com destaque para linhas, torres e cabos de transporte de energia eléctrica em alta, média e baixa tensão.

O Chefe de Estado apelou igualmente ao envolvimento directo da sociedade, sobretudo através da denúncia dos autores destes crimes, lembrando que os bens públicos pertencem a todos. Advertiu que muitos vândalos não têm consciência de que os seus actos acabam por prejudicar as próprias famílias e comunidades onde vivem.

Num tom particularmente duro, João Lourenço associou a vandalização de infra-estruturas eléctricas a consequências trágicas, como a interrupção de cirurgias em hospitais ou a impossibilidade de estudantes se prepararem para exames, frisando que a perda de energia em momentos críticos pode custar vidas humanas.

O Presidente alertou ainda para os prejuízos económicos, sublinhando que a interrupção de energia em unidades industriais representa perdas significativas não só para os investidores, mas para o país, ao comprometer a produção e a industrialização nacional.

O Governo tem enfrentado o fenómeno há vários anos, com registo de furtos em caminhos-de-ferro, postos de electricidade, redes de água e saneamento. Só em Dezembro de 2025, duas províncias ficaram sem electricidade, afectando cerca de 300 mil famílias, enquanto os prejuízos anuais no sector energético rondaram os 50 milhões de dólares, levando o Executivo a interditar a actividade de sucateiras e casas de pesagem de metais, como medida preventiva.