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Refinaria de Cabinda prepara estreia no mercado em Março

Cinco meses após a inauguração, a Refinaria de Cabinda prepara-se para iniciar, já em Março, a comercialização de combustíveis, marcando um passo decisivo na ambição de Angola reduzir a dependência de importações de derivados de petróleo.

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O anúncio foi feito esta terça-feira, em Luanda, pelo presidente executivo da Gemcorp, Marcelo Hofke, que confirmou a conclusão iminente dos testes de desempenho, actualmente na recta final e com fecho previsto ainda para este mês.

Segundo o responsável, os ensaios prolongaram-se além do prazo inicialmente previsto para o arranque da produção, apontado para o final de 2025, num processo que classificou como indispensável num sector altamente sensível como o petróleo e gás, onde a segurança e a fiabilidade dos activos determinam o sucesso das operações.

A comercialização dos produtos ficará a cargo da Sonangol, que detém 10 por cento de participação no projecto, estando prevista a colocação no mercado de gasóleo, combustível de aviação (jet) e nafta, utilizada como matéria-prima na indústria petroquímica.

Considerada a primeira refinaria construída em Angola após a independência, a unidade de Cabinda possui, na fase inicial, uma capacidade de refinação de 30 mil barris de petróleo por dia, enquanto avançam, em paralelo, os trabalhos de engenharia da segunda fase, cujo arranque está projectado para o primeiro semestre de 2027.

Esta expansão, que visa duplicar a capacidade para 60 mil barris diários, envolve um investimento estimado em 700 milhões de dólares, integrando um portefólio mais vasto da Gemcorp, grupo sediado em Londres, que já canalizou cerca de três mil milhões de dólares para Angola, com novos projectos em avaliação nos sectores do petróleo e gás.