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Trump propõe Conselho de Paz concorrente da ONU com Putin incluído

Donald Trump lançou uma iniciativa que promete agitar a diplomacia internacional ao convidar o Presidente russo, Vladimir Putin, a integrar um novo Conselho de Paz mundial, uma estrutura concebida para intervir na resolução de conflitos globais e que surge como alternativa directa à Organização das Nações Unidas.

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A informação foi confirmada pelo próprio chefe de Estado norte-americano, à margem de uma intervenção na Florida, revelando que o convite seguiu canais diplomáticos formais e que o acesso a um lugar permanente no novo órgão implica uma contribuição financeira de mil milhões de dólares.

Em Moscovo, o Kremlin reagiu com cautela. O porta-voz presidencial, Dmitri Peskov, admitiu publicamente a recepção do convite, sublinhando que a Rússia pretende esclarecer todos os contornos da proposta junto das autoridades norte-americanas antes de assumir qualquer compromisso.

A iniciativa integra um plano mais vasto apresentado por Trump para a Faixa de Gaza, onde pretende presidir a um Conselho Executivo para a Paz, já com composição anunciada e que inclui figuras de peso da política e da diplomacia internacional, como o secretário de Estado Marco Rubio, o antigo primeiro-ministro britânico Tony Blair, o enviado especial Steve Witkoff, Jared Kushner e o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga.

Segundo a Casa Branca, esta estrutura enquadra-se na segunda fase do plano de cessar-fogo entre Israel e o Hamas, que prevê a formação de um governo tecnocrático no enclave, composto por palestinianos não ligados ao Hamas, bem como o desarmamento do grupo islâmico, considerado central para a estabilização da região.

Argentina, Turquia, Paraguai, Canadá e Egipto confirmaram já a recepção de convites para integrar o novo conselho, num movimento que reforça a ambição de Trump em redesenhar os mecanismos internacionais de mediação de conflitos e assumir protagonismo directo na redefinição da ordem geopolítica.