Analistas dizem que Angola continua a enfrentar riscos que podem comprometer metas da inflação
Angola continua a enfrentar riscos que podem comprometer as metas da inflação, como depreciação cambial e reajustes nos subsídios aos combustíveis, que podem levar a uma política monetária mais cautelosa, segundo analistas do Banco Millennium Atlântico.

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Os economistas apontam os desafios da inflação, que iniciou, em termos homólogos, uma trajetória de aceleração em Maio de 2023, altura em que passou de 10,62 por cento para fechar o ano em 20,01 por cento, obrigando o Comité de Política Monetária (CPM) a tomar decisões no sentido de “controlar as pressões inflaccionistas”.
Desde o início de 2024, o BNA aumentou a Taxa de juro básica em 1,5 pontos percentuais (p.p.) para 19,5 por cento, a Taxa de Juro da Facilidade Permanente de Absorção de liquidez (FPAL) em 1,0 p.p. para 18,50 por cento, a Taxa de Juro da Facilidade Permanente de Cedência de Liquidez (FPCL) em 2,0 p.p. para 20,5 por cento, o coeficiente das reservas obrigatórias em moeda nacional em 3,0 p.p. para 21 por cento e manteve as reservas de moeda estrangeira nos 22 por cento.
O banco central decidiu manter inalteradas as taxas de juro de referência, na última reunião do CPM, realizada Sexta-feira, altura em que, apesar da taxa de inflação homóloga acelerar para 31 por cento em Junho, em termos mensais, se verificou a desaceleração por dois meses consecutivos, isto é, em maio fixou-se em 2,49 por cento, uma desaceleração mensal de 0,12 p.p., enquanto em Junho fixou-se em 2,07 por cento.
“No entanto, o BNA manteve a meta de inflação de fim do período em 23,4 por cento, justificado pela perspectiva que a trajectória de queda da mensal poderá contribuir para uma desaceleração em termos homólogos a partir de Agosto”, sublinha.
De acordo com a análise, para o médio prazo, “a ambição do BNA passa por trazer a inflação abaixo de dois dígitos”.
Entretanto, os analistas consideram que, apesar da melhoria na oferta de bens essenciais e pelo controlo da liquidez, “permanecem riscos com potencial de condicionar as metas”.
São estes riscos, a depreciação cambial do kwanza, induzida pela redução das exportações e manutenção dos níveis de importação, a aceleração da inflação nas economias de origem das importações, a possibilidade de o Governo realizar ajustes adicionais nos preços dos combustíveis, no âmbito do processo de retirada dos subsídios, cujo prazo de implementação tem duração prevista de 2023 a 2025.
“Esta realidade poderá condicionar a política monetária do BNA e exigir um posicionamento cauteloso, proximamente”, declaram os analistas.
Na nota de análise, os economistas salientam que o objetivo primário do Banco Nacional de Angola (BNA) é assegurar a estabilidade dos preços, dispondo para isso de vários instrumentos de gestão da liquidez: Taxa BNA; Taxa de Juro da Facilidade Permanente de Absorção de liquidez (FPAL); Taxa de Juro da Facilidade Permanente de Cedência de Liquidez (FPCL); Reservas Obrigatórias; e Operações de Mercado Aberto (OMA).
C/VA
PONTUAL, fonte credível de informação.
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