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BAD abre cofres para financiar zonas agro-industriais em Angola

O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) manifestou total disponibilidade para financiar o projecto do Executivo angolano destinado à criação de zonas industriais de agro-processamento, num sinal claro de confiança externa numa das apostas estratégicas do país para diversificar a economia e gerar emprego.

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A garantia foi dada esta sexta-feira pelo vice-presidente do BAD, Solomon Quaynor, após um encontro em Luanda com o ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, no qual a instituição reafirmou o seu compromisso de apoiar Angola sem limites pré-definidos para novos investimentos.

Segundo o responsável, uma missão técnica do banco desloca-se a Angola já em Março, com o objectivo de trabalhar directamente com o Executivo na definição dos mecanismos de financiamento prioritários para o sector do agro-processamento e da indústria agrícola.

O encontro serviu igualmente para aprofundar a coordenação em torno do Corredor do Lobito, com destaque para os programas e investimentos que o BAD já executa no país, incluindo projectos recentemente aprovados, avaliados em mais de 200 milhões de dólares, focados na cadeia de valor dos cereais, com ênfase na produção de arroz e trigo.

Solomon Quaynor referiu ainda o envolvimento do sector privado, através da Mota-Engil, sublinhando que o banco avalia formas adicionais de apoiar iniciativas económicas ao longo do Corredor do Lobito, para além da componente ferroviária, com impacto directo na produção, transformação e escoamento agrícola.

Desde o início das suas operações em Angola, em 1980, o BAD aprovou empréstimos e subsídios no valor acumulado de cerca de 3,4 mil milhões de dólares, mantendo actualmente uma carteira activa de 16 operações, avaliadas em aproximadamente 1,5 mil milhões de dólares, números que reforçam o peso da instituição no financiamento do desenvolvimento nacional.