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Comissão do MPLA rejeita alegações de tratamento desigual levantadas por Higino Carneiro

A Comissão Nacional Preparatória do IX Congresso do MPLA rejeitou esta segunda-feira quaisquer indícios de tratamento desigual no processo interno do partido, numa resposta directa às alegações atribuídas a Higino Carneiro, uma das figuras mais apontadas à corrida pela liderança da organização.

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A posição foi assumida durante a segunda reunião da comissão preparatória do conclave, orientada pela vice-presidente do MPLA, Mara Quiosa, numa altura em que o debate em torno da sucessão partidária ganha intensidade e mobiliza diferentes sensibilidades no seio da formação política no poder.

No encontro, os membros da comissão analisaram o progresso da primeira fase dos trabalhos preparatórios, com destaque para a organização das estruturas, o cumprimento do calendário estabelecido e a execução das tarefas definidas para a realização do congresso.

Sem mencionar directamente o nome de Higino Carneiro nas conclusões oficiais, a comissão reiterou que todo o processo decorre dentro das normas estatutárias e dos princípios de igualdade entre os participantes, afastando assim qualquer suspeita de favorecimento ou discriminação no tratamento dos potenciais candidatos.

Com o IX Congresso a aproximar-se, cresce a expectativa em torno das movimentações internas no MPLA. O processo continua a despertar atenção dentro e fora do partido, num momento considerado decisivo para a definição dos próximos rumos da maior força política angolana.