“Desapareceram os bilhetes”: adeptos desapontados com a Federação Angolana de Futebol
Centenas de fãs ficaram sem ingresso e denunciam revenda ilegal a preços exorbitantes

Registro autoral da fotografia
A euforia em torno do aguardado jogo entre Angola e Argentina deu lugar à indignação. Centenas de adeptos acusam a Federação Angolana de Futebol (FAF) de estar envolvida numa alegada “máfia” na venda dos bilhetes, após o esgotamento repentino dos 48 mil ingressos disponibilizados para a partida comemorativa dos 50 anos da Independência Nacional.
Apesar de o processo de venda ter decorrido oficialmente em apenas três dias, inúmeros adeptos afirmam ter passado noites em frente ao Estádio da Cidadela sem conseguir comprar bilhete. “Dizem que venderam tudo, mas ninguém viu grandes filas. Os bilhetes desapareceram e agora estão a ser revendidos a dez mil kwanzas. Isto é um sistema!”, queixou-se Osvaldo David, que acusa a FAF de falta de transparência.
A revolta alastrou-se nas redes sociais, onde multiplicam-se denúncias e vídeos que mostram supostos intermediários a comercializar bilhetes a preços inflacionados. “Há empresários que compraram tudo”, lamentou Marcos Daniel Cadimão, enquanto outros adeptos reforçaram suspeitas de que as bilheteiras oficiais foram usadas apenas como fachada.
Paralelamente à polémica, cresce o descontentamento com os valores alegadamente gastos para trazer a selecção argentina ao país. Fontes extra-oficiais apontam para um custo total que poderá rondar os 23 milhões de dólares, incluindo deslocação, alojamento e logística da comitiva. “É um absurdo. Estamos a celebrar meio século de independência, mas o povo continua com fome”, criticou Gerson Cabina, ecoando o sentimento de muitos.
O Governo rejeita as cifras divulgadas, garantindo que as despesas estão a ser assumidas por três empresários angolanos. Ainda assim, a contestação popular ameaça ensombrar o entusiasmo em torno do jogo, agendado para esta sexta-feira, às 17h00, no Estádio Nacional 11 de Novembro.
Apesar da polémica, o fervor futebolístico mantém-se vivo. “A Argentina é campeã do mundo, mas queremos ver o Mabululu a marcar”, disse um adepto, resumindo o sentimento de esperança que resiste entre a desilusão e o sonho.
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