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UNITA desafia João Lourenço a permanecer em Angola após 2027

A UNITA lançou um desafio directo ao Presidente da República, João Lourenço: permanecer em Angola após as eleições gerais de 2027. Confiante na vitória nas urnas, o maior partido da oposição garantiu que não permitirá qualquer saída do Chefe de Estado em caso de derrota.

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Há 1 mês
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O repto foi feito esta quarta-feira pelo secretário-geral da UNITA, Liberty Chiyaka, durante uma conferência de imprensa inserida nas celebrações dos 60 anos da fundação do partido. O dirigente afirmou que o MPLA perderá o próximo escrutínio e assegurou que o seu partido formará um executivo “inclusivo e participativo”, aberto inclusive a quadros oriundos do partido actualmente no poder.

Perante os jornalistas, Chiyaka declarou que João Lourenço “não precisa fugir de Angola”, sublinhando que uma eventual saída seria prejudicial para o país. Acrescentou que, independentemente da avaliação que faz da governação, a UNITA não aceitará que o Presidente abandone o território nacional após as eleições, defendendo uma transição política pacífica e estável.

O responsável criticou ainda a actual situação socioeconómica, que classificou como “vergonhosa”, e lamentou que, 24 anos depois do fim da guerra, muitos angolanos continuem a deixar o país por falta de oportunidades. Defendeu um pacto de estabilidade democrática que assegure confiança no futuro e uma alternância sem sobressaltos.

Fundada a 13 de Março de 1966 por Jonas Savimbi, a UNITA assinala seis décadas sob o lema “UNITA – 60 Anos ao Serviço de Angola e dos Angolanos”. As comemorações arrancam na Lunda Sul, têm como palco central o Moxico e encerram a 29 de Março, no Sumbe, num momento em que o partido procura afirmar-se como alternativa de poder.