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Governo admite falha de segurança durante a estadia do Papa

Uma falha de segurança durante a recepção ao Papa Leão XIV, em Luanda, expôs fragilidades no dispositivo montado para proteger o líder da Igreja Católica, após um homem ter conseguido aproximar-se do papamóvel à saída do aeroporto 4 de Fevereiro.

Registro autoral da fotografia

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O incidente ocorreu no sábado, momentos depois da chegada do Sumo Pontífice, quando um cidadão rompeu o cordão de segurança e tentou alcançar a viatura papal, numa cena que rapidamente se tornou viral nas redes sociais. O ministro de Estado e chefe da Casa Militar, Francisco Furtado, reconheceu a falha, sublinhando que o episódio resultou de “excesso de entusiasmo” e não de qualquer tentativa de atentado.

Segundo o governante, os seguranças da zona exterior permitiram a aproximação indevida, situação que já se encontra sob investigação. Ainda assim, garantiu que estão em curso medidas correctivas para evitar novos incidentes, afastando qualquer cenário de ameaça real à integridade do Papa.

O mesmo tipo de ocorrência repetiu-se no Santuário da Muxima, onde outro jovem tentou aproximar-se do líder religioso, reforçando a pressão sobre as forças de segurança num ambiente marcado por forte mobilização popular. Apesar disso, o Executivo insiste que os episódios não configuram risco, mas sim manifestações de fervor religioso.

O homem envolvido no primeiro caso terá, alegadamente, declarado que pretendia apenas tocar nas vestes do Papa em busca de bênção, evocando referências bíblicas. A visita de três dias de Leão XIV terminou na terça-feira, com partida para a Guiné Equatorial, depois de uma passagem que, além da dimensão espiritual, ficou também marcada por momentos de tensão inesperada.