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Governo prevê encaixe milionário com petróleo, mas subsídios reduzem impacto

O aumento do preço do barril de petróleo pode injectar até 3,2 biliões de kwanzas nos cofres do Estado, mas uma parte significativa desse encaixe arrisca-se a desaparecer no financiamento dos subsídios aos combustíveis.

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A previsão foi avançada pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, no final de uma reunião extraordinária da Comissão Económica do Conselho de Ministros, onde se analisou o impacto do conflito no Médio Oriente na economia nacional.

Com o barril projectado para uma média de 80 dólares até ao final do ano bem acima dos 61 dólares previstos no Orçamento Geral do Estado o Executivo antecipa um reforço expressivo das receitas. Ainda assim, garante que a despesa pública se manterá sob controlo, sem alterações ao limite definido no OGE.

O governante sublinhou que o novo cenário poderá reduzir a necessidade de endividamento e aliviar o défice orçamental, que deverá cair de 2,8% para pouco mais de 1%, numa melhoria relevante das contas públicas.

Apesar do alívio financeiro, o impacto dos subsídios aos combustíveis continua a pesar. A elevada factura com a importação de refinados poderá absorver parte substancial dos ganhos, limitando o efeito positivo deste inesperado impulso petrolífero numa economia ainda exposta às turbulências externas.