Governo angolano redefine política habitacional e abandona construção de centralidades
O Estado angolano anunciou uma mudança radical na sua política habitacional, abandonando a construção de centralidades para venda e priorizando habitações sociais destinadas a famílias vulneráveis.

Registro autoral da fotografia
O consultor económico Augusto Fernandes esclareceu, durante o Fórum Banca e Seguros realizado em Luanda, que as novas casas serão propriedade do Estado e utilizadas para realojar famílias de zonas de risco para áreas seguras.
Novo Foco em Habitação Social e Realojamento
Segundo Fernandes, o objectivo principal será beneficiar grupos em situação de vulnerabilidade, como pessoas com deficiência que enfrentam dificuldades para participar em atividades económicas. Esta política marca uma viragem no modelo habitacional praticado até agora, concentrando-se no uso social das habitações em vez de transações comerciais.
O Papel da Auto-construção no Mercado Imobiliário
A análise apresentada por Augusto Fernandes revelou o impacto significativo da auto-construção no setor imobiliário em Angola. Entre 2002 e 2024, foram consumidos cerca de 6 mil milhões de dólares em materiais de construção em bairros informais. A indústria local de cimento, composta por sete cimenteiras, produz anualmente 12 milhões de toneladas, gerando aproximadamente 2 mil milhões de dólares, enquanto as importações de materiais adicionam 1 mil milhão de dólares, totalizando 3 mil milhões de dólares por ano.
O consultor destacou que muitas famílias, mesmo enfrentando dificuldades económicas, continuam a construir suas próprias habitações, contribuindo para o crescimento constante de bairros como Fubu, Katinton, Dangereux, e em províncias como Huíla, Huambo e Benguela.
Acompanhamento e Requalificação de Bairros Informais
Reconhecendo a capacidade das famílias angolanas para a auto-construção, o governo pretende acompanhar e apoiar este processo, iniciando também a requalificação de bairros já estabelecidos. Essa abordagem procura não apenas melhorar as condições habitacionais, mas também regularizar e integrar esses espaços ao tecido urbano formal.
Impacto e Perspectivas
A nova política habitacional representa uma mudança significativa no papel do Estado no setor imobiliário, com foco em habitação social e requalificação urbana. Se bem implementada, esta estratégia poderá reduzir a exclusão habitacional e melhorar a qualidade de vida das famílias mais vulneráveis. Contudo, o sucesso dependerá de uma gestão eficaz e do alinhamento com as necessidades reais das comunidades.
PONTUAL, fonte credível de informação.
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