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Governo disponibiliza 27 mil milhões de Kwanzas no combate ao desemprego: Cidadãos questionam eficácia

Num movimento audaz, o Executivo angolano disponibiliza uma verba colossal para fomentar o emprego, mas a população permanece céptica quanto à real distribuição e impacto dos fundos.

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Há 2 anos
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O Governo angolano anunciou um apoio financeiro de 27 mil milhões de kwanzas destinado a impulsionar o emprego no país. O director nacional do Trabalho, António Estote, revelou a criação de dois novos instrumentos: o Fundo Nacional de Emprego de Angola (FUNEA) e o Observatório Nacional para o Emprego, ambos visando a integração de recém-formados e desempregados no tecido laboral.

Apesar da iniciativa promissora, a população expressa dúvidas. Com um nível de informalidade que afecta cerca de nove milhões de jovens e apenas dois milhões em empregos formais, a questão que se impõe é: Será que os fundos chegarão a quem mais precisa?

O Relatório Anual de Emprego 2023 aponta para uma discrepância de 80% entre a procura e a oferta de trabalho, concentrando-se maioritariamente em Luanda. Este desequilíbrio reflecte-se numa juventude qualificada, com 69% dos candidatos a emprego detentores de licenciatura, mas ainda assim à margem do mercado de trabalho.

O escepticismo dos cidadãos surge como um desafio adicional para o Executivo, que terá de provar a eficácia das suas medidas e a transparência na gestão dos milhões prometidos. A Agenda Nacional para o Emprego é um passo na direcção certa, mas será suficiente para mitigar a problemática do desemprego em Angola?