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Governo quer produzir medicamentos e travar dependência externa

A ministra da Saúde defendeu uma viragem estratégica para a produção nacional de medicamentos e vacinas, apontando o caminho como decisivo para reduzir a dependência externa e blindar o sistema sanitário angolano.

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Ao intervir, esta terça-feira, em Dia Mundial da Saúde, em Luanda, Sílvia Lutucuta alertou que a pandemia de COVID-19 expôs fragilidades profundas nas cadeias internacionais de abastecimento, sublinhando que o país não pode repetir os mesmos erros.

A governante revelou que o Executivo já impulsiona políticas para dinamizar a indústria farmacêutica nacional, com foco na produção de medicamentos essenciais e produtos estratégicos, apostando igualmente na transferência de tecnologia através de parcerias internacionais.

Sílvia Lutucuta destacou ainda o investimento na ciência e inovação como base de um sistema de saúde mais robusto, defendendo decisões assentes em evidência científica. Neste quadro, apontou a formação e especialização de cerca de 38 mil profissionais como eixo central para reforçar a resposta nacional.

Num olhar voltado para o futuro, a ministra enfatizou o peso de uma população maioritariamente jovem e defendeu o reforço da formação científica, a par da aposta em soluções tecnológicas, como inteligência artificial, genómica e plataformas digitais para monitorização em tempo real, incluindo registos de vacinação e gestão de ‘stocks’.