Há largos anos sem electricidade: Mussende conta agora com um gerador
A recente aquisição de mais um grupo gerador para reforçar o fornecimento de energia elétrica no município do Mussende, província do Cuanza-Sul, foi recebida com algum agrado pelas autoridades e pelos munícipes. Contudo, vozes locais não deixam de expressar reservas quanto à solução adotada, considerando insustentável a contínua dependência de combustíveis fósseis para garantir a iluminação e o funcionamento dos serviços essenciais.

Registro autoral da fotografia
Num município rodeado pelas quatro maiores barragens hidroelétricas do país, Lauca, Capanda, Cambambe e Kakulo-Kabaça, cresce a indignação pela falta de ligação à rede pública nacional. “Não faz sentido continuar a queimar gasóleo ou gasolina, que acarreta custos elevados em divisas, quando temos à volta barragens que produzem energia suficiente para abastecer o país inteiro”, lamentou O Politólogo David Sambongo, a partir de Luanda, um amigo de Mussende em declarações à nossa reportagem.
Para o Professor David Sambongo, a compra de novos geradores é vista como uma medida paliativa, incapaz de responder à verdadeira necessidade do município: “O desafio não é ter mais geradores, é sair desta dependência insustentável e garantir energia elétrica estável, limpa e contínua.”

Também Moisés Candumbo, Professor e politólogo angolano, espírito Mussemdista ouvido pela nossa redacção, corrobora a insatisfação crescente: “Mussende está no corredor do rio Kwanza, onde se concentram as principais infraestruturas hidroelétricas do país. Não se justifica que continuemos a viver de grupos geradores.” O cidadão aponta caminhos para uma solução definitiva, defendendo a construção de mini-hídricas locais ou a criação de ramais que possam trazer energia a partir das infraestruturas já existentes nas províncias vizinhas, como Malanje, Bié (Andulo) e Kwanza-Sul (Kibala).

Apesar das dificuldades, Candumbo reconhece o esforço das autoridades locais e nacionais, bem como a necessidade de manter alguma iluminação pública que possibilite o funcionamento mínimo das actividades sociais e económicas. “Felicitamos os gestores pelo esforço e os munícipes pelo usufruto deste direito. Mas o que se exige é energia elétrica factual e sustentável.”
Recorde-se que a falta de energia elétrica estável constitui uma das maiores vulnerabilidades do Mussende, limitando o desenvolvimento do comércio, da indústria, da saúde e da educação, e contribuindo para o êxodo populacional em busca de melhores condições noutros pontos do país.
A pergunta que ecoa entre os munícipes é simples, mas contundente: “Para quando uma solução definitiva?”
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