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Huíla: Malária severamente complicada alarma população de Mavanda, mas autoridades negam doença estranha

A província da Huíla foi recentemente abalada por relatos de uma suposta “doença estranha” na localidade de Mavanda, comuna da Arimba, município do Lubango. No entanto, o director provincial da Saúde, Paulo Luvangamu, desmentiu estas alegações, esclarecendo que os seis óbitos registados entre 23 e 27 de Dezembro foram causados por malária severa, agravada por anemia.

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Há 3 meses
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Peritos Concluem Diagnóstico
De acordo com Luvangamu, investigações realizadas pela equipa multidisciplinar descartaram a presença de qualquer surto desconhecido. As análises às amostras dos pacientes confirmaram que os sintomas reportados, como vómitos, fraqueza extrema, dores no peito, cefaleia, dificuldade respiratória e diarreia, eram consequência direta de malária complicada.

As vítimas, que tinham idades entre seis meses e 78 anos – incluindo uma mulher grávida – procuraram assistência num centro de saúde privado após o agravamento da condição. A taxa de positividade para malária foi de 31%, com 72 dos 222 testes realizados a darem resultado positivo.

Dificuldades de Acesso Agravam Situação
A distância significativa entre as comunidades e as unidades de saúde é apontada como um dos principais entraves ao combate à doença. Muitos moradores preferem percorrer 14 quilómetros até ao hospital municipal Olga Chave em vez de utilizarem o Centro de Saúde da Arimba, devido a percepções de qualidade dos serviços.

“Temos de intensificar o trabalho de mobilização e sensibilização da população para a importância da procura imediata de cuidados médicos”, afirmou o responsável, sublinhando que a demora no acesso aos serviços de saúde tem contribuído para o aumento dos casos graves e dos óbitos.

Medidas de Contenção e Prevenção
As autoridades provinciais garantem que a situação está sob controlo, mas continuam a reforçar as medidas de combate à malária na região. As ações incluem pulverizações intra e extra domiciliares e a distribuição de mosquiteiros para as comunidades de Mavanda e Mateta.

Apesar de o surto estar a alarmar a população, a Direcção Provincial da Saúde assegura que a equipa no terreno mantém a monitorização ativa para evitar novos casos fatais. A crise reforça a necessidade de melhorar o acesso aos serviços de saúde nas zonas mais remotas, prevenindo que situações como esta se repitam.

Persiste o Desafio de Informar e Mobilizar
Embora a hipótese de uma “doença estranha” tenha sido descartada, a perceção pública evidencia o déficit de informação e o receio de novas epidemias. Este episódio serve como alerta para a importância da educação comunitária e da infraestrutura de saúde no combate às endemias, como a malária, que continuam a ser uma ameaça significativa para a população.

PONTUAL, fonte credível de informação.