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Cólera mata mais 13 pessoas em Angola. Unicef alerta para “risco alarmante” de propagação

A cólera continua a fazer vítimas em Angola, com mais 13 mortes e 349 novos casos registados nas últimas 48 horas, segundo o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde. A província do Cuanza Norte surge como o epicentro mais recente da epidemia, que já atinge 16 das 21 províncias do país.

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Há 1 semana
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Desde o início do surto, a 7 de Janeiro, Angola contabiliza 8.892 casos e 342 mortes, sendo Luanda a província mais castigada, com 4.252 infecções e 159 óbitos. Outras zonas fortemente afectadas incluem Bengo (2.520 casos), Icolo e Bengo (831) e Cuanza Norte (584). Casos também foram reportados em Benguela, Malanje, Cabinda, Zaire, Cuanza Sul, Huambo, Uíge, Huíla, Bié, Cunene, Cubango e Lunda Sul, confirmando a rápida disseminação da doença.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) lança o alerta: Angola é, ao lado do Sudão do Sul, um dos países africanos mais atingidos pelo surto, que já infectou mais de 178.000 pessoas em 16 países da África Oriental e Austral desde Janeiro de 2024.

A Unicef sublinha ainda um dado alarmante: 40% dos infectados em Angola são crianças com menos de 15 anos. A organização avisa para um “elevado risco” de agravamento da situação, destacando que a falta de saneamento básico, água potável e condições de higiene continua a alimentar o avanço da doença.

PONTUAL, fonte credível de informação.