Governo lança Programa Nacional de Telemedicina
O Governo angolano deu um passo decisivo rumo à modernização do sistema de saúde, com o lançamento do Programa Nacional de Telemedicina e Ensino à Distância, uma iniciativa que promete eliminar barreiras geográficas e aproximar cuidados médicos de milhões de cidadãos espalhados por todo o país.

Registro autoral da fotografia
Apresentado esta segunda-feira, em Luanda, durante o Workshop Nacional de Lançamento do Programa de Telemedicina e Ensino à Distância no Sector da Saúde, o projecto foi descrito pela ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, como “um compromisso com a equidade, a inclusão e a dignidade humana”.
De acordo com a titular da pasta, o programa permitirá realizar cerca de 500 mil teleconsultas e beneficiar mais de três milhões de angolanos nos próximos anos. A ministra destacou também o avanço já registado nas províncias do Huambo, Moxico, Lunda Sul, Bié, Huíla e Luanda, onde a telemedicina começa a transformar a forma como os serviços de saúde chegam às populações.
Entre os principais pilares do programa, Sílvia Lutucuta apontou a aproximação dos cuidados especializados às comunidades, a redução das desigualdades no acesso à saúde, a formação digital de mais de 2000 profissionais e a garantia de assistência médica de qualidade mesmo nas zonas mais distantes.
Sob o lema “Da distância à proximidade: saúde que transforma e inovação ao alcance de todos”, o evento contou com a presença do vice-governador de Luanda para a Área Social, Manuel Gonçalves, que salientou que a telemedicina representa “uma ferramenta indispensável para modernizar os serviços de saúde, ampliar o acesso e encurtar distâncias”.
O presidente do Conselho de Administração da INFRASAT, Diogo de Carvalho, revelou que o sistema já está operacional em seis das 21 províncias, abrangendo 42 hospitais provinciais e municipais, com conectividade assegurada pelo satélite Angosat-2. “A Telemedicina tem-se revelado uma ferramenta valiosa para ligar pacientes e médicos em tempo real e optimizar recursos”, afirmou.
A Central Nacional de Telemedicina e Ensino à Distância, actualmente em fase de instalação, será o centro de coordenação técnica e pedagógica do projecto, com responsabilidades na monitorização das consultas, produção de conteúdos formativos e apoio técnico ao sistema nacional de saúde.
Segundo o Governo Provincial de Luanda, o programa reforça o investimento na inovação e na capacitação institucional, criando soluções digitais que aproximam profissionais, serviços e comunidades, promovendo ainda o intercâmbio de experiências e o debate sobre o uso de tecnologias no ensino e na prática médica.
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