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Associação criada em Londres promete reforçar peso político e económico dos PALOP

Uma nova plataforma criada em Londres promete elevar os países africanos lusófonos a um novo patamar de visibilidade política, económica e académica no Reino Unido, através de um diálogo directo com decisores britânicos e da mobilização das diásporas.

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Há 11 horas
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A iniciativa, denominada PALOP Society, foi lançada esta Quinta-feira no Palácio de Westminster, sede do parlamento britânico, por iniciativa do activista anglo-angolano Ângelo da Costa, com o apoio do deputado trabalhista Calvin Bailey, enviado comercial do Governo britânico para a África Austral.

Segundo Bailey, as comunidades da diáspora desempenham um papel decisivo na criação de pontes económicas e comerciais, sublinhando que a nova associação surge como um canal estratégico para aproximar o Reino Unido dos países africanos de língua oficial portuguesa.

O fundador da PALOP Society defende que o objectivo é elevar o diálogo para um nível político e económico mais ambicioso, revelando a intenção de organizar, já no próximo ano, o primeiro Fórum Económico dos PALOP, com enfoque em investimento, cooperação académica e reconhecimento institucional.

No evento estiveram representadas comunidades de todos os países lusófonos, embora apenas Angola e Moçambique tenham marcado presença ao nível diplomático, uma ausência que Ângelo da Costa considera reveladora das assimetrias no reconhecimento internacional de alguns Estados africanos em Londres.

A iniciativa foi saudada por representantes associativos, como o cabo-verdiano Marco Lopes, que destacou a importância da visibilidade conjunta dos PALOP, e pelo angolano José Gomes Utola, presidente da CAARU, que vê na nova plataforma uma oportunidade para reforçar o peso da comunidade angolana e abrir portas a parcerias de investimento entre os dois lados do Atlântico.