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Mais de 26 mil pessoas envolvidas: polícia descobre 15 focos de garimpo ilegal na Huíla

Mais de 26 mil pessoas, entre nacionais e estrangeiros, estão envolvidas em 15 pontos activos de garimpo ilegal de diamantes e ouro identificados pela Polícia Nacional na província da Huíla, numa prática que preocupa seriamente as autoridades.

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Há 13 horas
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A actividade ilícita foi detectada nos municípios dos Gambos, Chipindo, Dongo, Cuvango e Jamba, segundo revelou o comandante provincial da Polícia Nacional na Huíla, comissário Divaldo Martins, ao confirmar o crescimento do fenómeno nos últimos tempos.

O responsável policial sublinhou que as forças da ordem mantêm o combate cerrado ao garimpo, por considerar que a prática afecta directamente a economia nacional e fragiliza o controlo do Estado sobre os recursos minerais.

“Neste momento, identificámos cerca de 15 pontos de garimpo de forma consistente e permanente, com o envolvimento de pelo menos 26 mil pessoas, incluindo cidadãos estrangeiros”, precisou Divaldo Martins.

A preocupação das autoridades estende-se a nível nacional. Em 2025, o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, alertou para o agravamento do garimpo ilegal, sobretudo na Lunda Norte, associado à existência de casas clandestinas de compra de diamantes em zonas mineiras e fronteiriças.

Segundo o governante, estas práticas ilegais colocam em risco a soberania nacional, prejudicam a imagem internacional de Angola e comprometem a sustentabilidade da indústria diamantífera, ao alimentarem redes organizadas de comercialização ilícita.