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João Lourenço convoca África a liderar o investimento global com os seus próprios recursos

O Presidente da República, João Lourenço, lançou esta terça-feira um apelo contundente para que África passe a explorar de forma estratégica os seus activos soberanos, como via decisiva para atrair investimento externo e acelerar o desenvolvimento económico do continente.

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A posição foi defendida durante a oficialização da Cimeira Global de Investimento em África, uma iniciativa que pretende reposicionar o continente no mapa do investimento internacional, através de modelos sustentáveis, previsíveis e juridicamente seguros.

João Lourenço sublinhou que África concentra cerca de 40 por cento das reservas mundiais de minerais, metais e elementos raros, recursos considerados vitais para a transição energética global, desde a produção de energia renovável aos sistemas de armazenamento e à indústria dos veículos eléctricos. O chefe de Estado destacou ainda o peso estratégico das florestas e da biodiversidade africanas, encaradas como parte integrante do capital natural do continente.

Segundo o Presidente angolano, a Cimeira Global de Investimento deverá funcionar como uma ponte institucional entre os Estados africanos e os investidores internacionais, garantindo estabilidade, respeito pelos contratos, regimes de incentivos claros e segurança jurídica, condições essenciais para transformar activos estratégicos em oportunidades reais de crescimento económico.

No seu discurso, João Lourenço apontou Angola como exemplo de compromisso com a transparência e a credibilidade no fomento ao investimento, recordando que, desde 2019, o país privatizou mais de uma centena de empresas públicas e avançou com reformas profundas nos sectores da energia, transportes, finanças, mineração e agricultura, apoiadas por um quadro legal modernizado e por mecanismos como a janela única do investimento.

O Presidente destacou ainda os principais activos soberanos estratégicos de Angola, entre os quais a produção petrolífera, a rápida expansão das energias renováveis, com a meta de atingir 70 por cento da matriz energética até 2027, o potencial do sector mineiro, rico em diamantes, ouro e minerais críticos, bem como a aposta no agronegócio, sustentada por incentivos governamentais direccionados.