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Ajuda: Angola estende a mão a Moçambique com 75 toneladas de donativos

Angola iniciou esta terça-feira o envio de um apoio humanitário de grande dimensão a Moçambique, com um total de 75 toneladas de bens destinados às vítimas das cheias que assolaram várias regiões do país vizinho, num cenário descrito pelas autoridades como de extrema necessidade.

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A primeira remessa, composta por 20 toneladas de produtos, chegou a Maputo a bordo de uma aeronave da Força Aérea de Angola. O restante carregamento, que inclui medicamentos, alimentos, roupas, tendas e material médico, deverá ser entregue a partir de quarta-feira, segundo avançou o secretário de Estado para a Saúde, Pinto de Sousa.

À chegada dos donativos, o governante sublinhou que a iniciativa traduz a solidariedade do Executivo angolano perante a dimensão da tragédia, reafirmando que Angola permanece “de mãos dadas com Moçambique” num momento particularmente difícil, marcado por chuvas intensas e perdas humanas e materiais significativas.

Do lado moçambicano, o secretário de Estado da Economia, António Grispos, manifestou profundo agradecimento pelo apoio, salientando que as populações afectadas carecem de tudo para minimizar o sofrimento causado por aquilo que classificou como uma das mais graves cheias do período pós-independência.

As autoridades moçambicanas reconhecem os esforços em curso no socorro às vítimas, mas admitem que a dimensão da calamidade ultrapassa a capacidade de resposta interna, num contexto em que milhares de famílias continuam desalojadas e à espera de assistência, sobretudo nas regiões do sul do país.

Dados provisórios do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres indicam que as cheias afectaram mais de 690 mil pessoas, provocaram pelo menos 14 mortos, dezenas de feridos, a destruição de milhares de habitações, infra-estruturas rodoviárias, unidades sanitárias e escolas, levando à activação de cerca de uma centena de centros de acomodação em todo o território moçambicano.