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Mortes à porta dos hospitais: ministra denuncia falhas graves nas maternidades

A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, lançou um alerta contundente sobre o estado das maternidades em Angola, denunciando erros graves no atendimento e exigindo maior responsabilidade dos profissionais para travar mortes evitáveis de mães e recém-nascidos.

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Durante um encontro com directores hospitalares, a governante apontou falhas críticas como transferências inadequadas de pacientes, atrasos em emergências obstétricas e falta de acompanhamento durante o transporte de grávidas, situações que, segundo afirmou, continuam a colocar vidas em risco.

“Não podemos estar a receber óbitos à porta do hospital”, advertiu, defendendo uma reorganização urgente dos serviços e maior aposta no acompanhamento pré-natal, considerado essencial para reduzir complicações e evitar desfechos fatais.

Sílvia Lutucuta avisou ainda que haverá consequências para incumprimentos, incluindo processos disciplinares e devolução de horas extras indevidamente pagas, ao mesmo tempo que apelou a maior rigor na gestão das equipas e reforço da formação dos profissionais, sobretudo os mais jovens.

Entre as medidas anunciadas estão a criação de pólos reforçados para emergências obstétricas, melhoria do sistema de referência entre unidades e maior fiscalização, num esforço para devolver confiança ao sistema e garantir que cada atendimento seja feito com responsabilidade, empatia e competência.