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MPLA afina máquina política para 2027 e aposta tudo na estabilidade interna

O MPLA já começou a desenhar o caminho para as eleições gerais de 2027 e quer evitar qualquer sinal de turbulência interna. A garantia foi dada esta Segunda-feira por Jú Martins, mandatário da candidatura de João Lourenço à liderança do partido, ao defender que a estratégia eleitoral assenta na disciplina, coordenação política e estabilidade organizativa.

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Falando aos jornalistas após a entrega das assinaturas de apoio à candidatura, Jú Martins explicou que o partido pretende consolidar a sua estrutura interna antes da corrida eleitoral, considerando essencial o alinhamento entre a liderança partidária e a governação do país. Segundo afirmou, o Executivo continua a ser o principal instrumento para concretizar as promessas políticas feitas aos eleitores.

O responsável enquadrou ainda a estratégia nas normas internas do partido, recordando que os estatutos aprovados no 8.º Congresso Ordinário, em 2021, estabeleceram limites de mandatos para o presidente do MPLA. Para Jú Martins, esta decisão reforça a coerência entre o funcionamento interno do partido e o modelo constitucional angolano, num cenário em que muitos partidos africanos evitam impor restrições semelhantes aos seus líderes.

Numa linguagem carregada de simbolismo político, o mandatário comparou a preparação eleitoral a um “teatro de operações”, explicando que o MPLA está a analisar forças, fragilidades e oportunidades antes de avançar para a definição final da sua estratégia. Jú Martins insistiu que a escolha do candidato presidencial não depende de vontades individuais, mas sim de deliberações do Bureau Político e do Comité Central.

“Ser candidato do MPLA não é uma escolha pessoal”, sublinhou Jú Martins, reiterando que o partido pretende entrar no ciclo eleitoral de 2027 com uma estrutura coesa, organizada e preparada para enfrentar os desafios políticos que se aproximam.