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No berço histórico do partido, líder da UNITA afirma: “Estamos vivos e prontos para governar”

A UNITA assinala 60 anos de existência com “pujança” e vitalidade política, garantiu esta quinta-feira o presidente do partido, Adalberto Costa Júnior, que atribui a resistência e longevidade da organização à maturidade das suas bases.

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Em declarações na cidade do Luena, província do Moxico, local onde a UNITA foi fundada a 13 de Março de 1966, o líder do maior partido da oposição afirmou que a organização atravessou décadas marcadas por profundas mudanças históricas, desde a luta anticolonial e o processo de independência de Angola, em 1975, até à guerra civil e ao actual período de construção do Estado democrático.

Apesar desse percurso, Costa Júnior considera que liderar o partido permanece um desafio num contexto que descreveu como restritivo para a actividade política. Segundo afirmou, direitos como a crítica, a manifestação e a própria oposição enfrentam obstáculos que, no seu entender, tornam o exercício político mais complexo no país.

O dirigente destacou, contudo, que a robustez da UNITA assenta sobretudo na força das suas bases, que, mesmo perante episódios de intolerância política registados em várias regiões, continuam a sustentar o partido. O líder recordou ainda que muitas famílias ligadas ao antigo movimento continuam a procurar apoio da organização após o fim da guerra civil, situação que, disse, representa uma responsabilidade social permanente.

Com os olhos postos no futuro, Costa Júnior assegurou que o partido se prepara para disputar o poder nas eleições de 2027, defendendo uma alternância política em Angola. As celebrações dos 60 anos culminam esta sexta-feira com uma deslocação da direcção e de deputados à localidade de Muangai, onde serão homenageados Jonas Savimbi e outros fundadores da organização.