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Sistema de saúde em crise: sem medicamentos nem progressão na carreira, sindicato exige respostas urgentes

O Sindicato Nacional dos Enfermeiros de Angola denunciou, esta quinta-feira, o estado crítico das unidades de saúde primárias e secundárias, onde a falta de materiais e medicamentos compromete o trabalho diário e já expõe profissionais a episódios de agressão.

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A posição foi tornada pública pelo secretário-geral do sindicato, Cruz Matete, no final de uma assembleia-geral dedicada à valorização da classe, ao aumento salarial previsto para este ano e ao concurso público interno de promoção e actualização de categorias, marcado para 2026.

Segundo o dirigente sindical, apesar de alguns avanços nas unidades terciárias, a realidade nos níveis primário e secundário permanece alarmante. A escassez de meios básicos cria constrangimentos graves no atendimento e agrava a tensão nas unidades, com impacto directo na segurança dos enfermeiros.

Cruz Matete frisou que milhares de profissionais permanecem há mais de uma década sem progressão na carreira, situação que o sindicato pretende corrigir com a abertura, em breve, de um concurso público que permita a actualização de categorias de acordo com o perfil académico actual.

No encontro, foi igualmente esclarecido o aumento salarial de 10 por cento na função pública, com efeitos retroactivos a Janeiro e pagamento previsto para Fevereiro. O secretário para a Administração e Finanças da UNTA-CS, Adriano dos Santos, explicou que a medida integra um plano gradual de recuperação do poder de compra, com a meta de um aumento acumulado de 100 por cento até 2027.

O responsável sindical considerou positivas as medidas do Governo, que incluem a actualização de categorias para cerca de 70 mil funcionários, a abertura de concursos internos em vários sectores e a regularização das contribuições de trabalhadores em processo de reforma, sublinhando que as informações transmitidas foram bem recebidas pelos enfermeiros.