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Terceiro mandato? MPLA classifica acusações como difamatórias e fecha possibilidades

O MPLA negou qualquer tentativa de silenciar vozes críticas em Angola e rejeitou de forma categórica a hipótese de um terceiro mandato presidencial de João Lourenço, classificando as acusações como “graves” e “difamatórias”.

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Na Assembleia Nacional, durante a apresentação da declaração política do partido na primeira reunião plenária ordinária do ano, o presidente do grupo parlamentar do MPLA, Reis Júnior, afirmou que o exercício do poder político no país obedece estritamente à Constituição e à lei, sublinhando que ninguém se encontra acima destes limites.

O deputado repudiou recentes alegações públicas cuja autoria não identificou que apontam para uma eventual tentativa de contornar a Constituição com vista a um terceiro mandato presidencial, lembrando que João Lourenço cumpre o seu segundo e último mandato e está constitucionalmente impedido de se recandidatar nas eleições gerais previstas para 2027.

Reis Júnior rejeitou ainda, com veemência, a narrativa de um alegado silenciamento político, defendendo que Angola vive um ambiente de pluralidade democrática, com um parlamento activo, uma imprensa diversificada e eleições periódicas, advertindo que confundir discordância política com censura constitui demagogia e irresponsabilidade.

No plano económico, o parlamentar destacou os impactos do contexto geopolítico internacional sobre economias abertas como a angolana, apontando a necessidade de disciplina macroeconómica e escolhas orçamentais responsáveis, tendo referido o reconhecimento do Fundo Monetário Internacional às reformas económicas iniciadas em 2017.

Segundo o deputado, o Orçamento Geral do Estado para 2026 representa um compromisso com a estabilidade, o crescimento produtivo e a protecção social das famílias, tendo ainda enaltecido a realização, em Luanda, da 17.ª Cimeira União Africana–União Europeia, que considerou um sinal do reforço do papel estratégico de Angola no cenário internacional.