UNITA acusa Governo de “pouca-vergonha” após polémica sobre minas em Muangai
O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, reagiu com dureza ao comunicado do Governo Provincial do Moxico sobre alegados riscos de minas na localidade de Muangai, classificando o documento como “uma pouca-vergonha” e acusando as autoridades de difundirem “mentiras e ameaças”.

Registro autoral da fotografia
A crítica surgiu este sábado, na cidade do Luena, um dia após a deslocação da direcção do partido à localidade histórica onde a UNITA foi fundada há 60 anos. Segundo o líder da oposição, a comitiva percorreu o trajecto até Muangai sem qualquer incidente, facto que, na sua visão, desmente os alertas lançados pelo executivo provincial.
Durante o acto político, Costa Júnior acusou o governo local de tentar intimidar o partido através de um comunicado que, alegadamente, insinuava que responsáveis da UNITA teriam removido minas com as próprias mãos. “Estamos a falar de uma simples visita ao local de fundação de um partido político em pleno 2026”, sublinhou, perante militantes e simpatizantes que participaram nas comemorações.
A polémica começou na sexta-feira, quando o Governo Provincial do Moxico alertou para o risco de minas no troço que liga o município de Lutuai à localidade de Muangai, sublinhando que a zona não foi declarada oficialmente livre de engenhos explosivos e que a UNITA avançou com a actividade apesar das advertências das autoridades.
Apesar do aviso, a UNITA concretizou a deslocação e realizou em Muangai uma homenagem a Jonas Savimbi e aos participantes do congresso constitutivo do partido, realizado a 13 de Março de 1966. As celebrações prosseguiram no Luena com intervenções de fundadores da organização, que recordaram os objectivos políticos que marcaram o nascimento do movimento.
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