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UNITA lamenta morte de Zacarias Kamwenho e diz que Angola perde um dos seus maiores defensores da paz

A morte de Zacarias Kamwenho mergulhou a UNITA em consternação. O partido considera que o desaparecimento físico do arcebispo emérito do Lubango representa uma perda irreparável para Angola, destacando-o como uma das figuras mais influentes na luta pela paz, reconciliação nacional e defesa das liberdades fundamentais.

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Numa nota divulgada este sábado, o Grupo Parlamentar da UNITA recorda o antigo presidente da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST) como um homem que marcou profundamente a história contemporânea do país, graças ao seu papel decisivo nos esforços que contribuíram para o fim do conflito armado e para a construção da paz.

Zacarias Kamwenho morreu na sexta-feira, aos 91 anos, vítima de doença, no Complexo Hospitalar Pedro Maria Tonha “Pedalé”, em Luanda. Distinguido com o Prémio Sakharov em 2001, o religioso destacou-se também pela liderança do Comité Inter-Eclesial para a Paz em Angola (COIEPA), onde uniu a sua voz à de outros líderes religiosos e membros da sociedade civil na procura de soluções para a guerra que devastou o país durante décadas.

A UNITA enaltece ainda o legado humano e espiritual do sacerdote, sublinhando que dedicou grande parte da sua vida à formação de gerações de angolanos nos valores da dignidade, do humanismo e da cidadania. Para o partido, a sua coragem, sensibilidade e firme defesa dos direitos humanos transformaram-no numa referência moral incontornável da sociedade angolana.

Nascido a 5 de Setembro de 1934, em Chimbundo, município do Bailundo, província do Huambo, Zacarias Kamwenho foi ordenado sacerdote em 1961 e liderou a CEAST entre 1997 e 2003, período crucial que antecedeu o fim da guerra civil. Com a sua partida, conclui a UNITA, Angola despede-se de um dos seus mais ilustres filhos, enquanto a Igreja Católica perde um pastor histórico e a nação um símbolo de paz, liberdade e reconciliação.