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Unitel admite suspeita de ataque para travar estreia em bolsa e acelera reposição dos serviços

A Unitel admitiu, esta quinta-feira, a possibilidade de o ciberataque que afectou a sua rede ter sido um acto deliberado para comprometer a entrada das suas acções na Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA). Apesar do impacto, a operadora garante que já recuperou parcialmente os serviços em 15 províncias e prevê restabelecer a normalidade em todo o país até ao final do dia.

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Num comunicado dirigido ao mercado, a empresa considera impossível ignorar a proximidade entre o incidente e o arranque da negociação das suas acções em bolsa. A operadora admite, por isso, que uma das hipóteses em análise aponta para um ataque informático direccionado, concebido para afectar o processo de admissão dos títulos à negociação. A estreia da Unitel na BODIVA aconteceu na quarta-feira, com uma valorização de 24,88% das acções, embora esta quinta-feira os títulos tenham registado uma correcção de 2,34%, fixando-se nos 46 mil kwanzas.

A empresa revelou que a falha foi detectada às 02h20 de terça-feira e provocou perturbações nos serviços móveis de voz, dados e acesso à Internet em todo o território nacional, afectando clientes particulares e empresariais. Em contrapartida, os serviços fixos suportados pela rede de fibra óptica e por feixes hertzianos, utilizados por diversas instituições públicas e empresas, permaneceram operacionais durante todo o incidente.

Segundo a Unitel, a recuperação da rede começou na quarta-feira e permitiu repor parcialmente os serviços móveis de voz, dados — com excepção das mensagens SMS — e Internet nas províncias de Luanda, Bengo, Benguela, Bié, Cuando, Cubango, Cuanza Norte, Cuanza Sul, Cunene, Huambo, Huíla, Icolo e Bengo, Malanje, Lunda Norte e Namibe. A reposição dos serviços nas restantes províncias deverá ficar concluída ao longo desta quinta-feira.

A operadora, líder do mercado angolano com cerca de 20,8 milhões de clientes e uma quota estimada de 76%, assegura que o incidente já se encontra sob controlo. A empresa afirma nunca ter enfrentado um ataque desta dimensão, destaca a existência de mecanismos robustos de cibersegurança e garante que continuará a informar o mercado e os investidores sobre qualquer evolução relevante, em cumprimento das obrigações aplicáveis às sociedades cotadas.