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Vírus já circula em Cabinda: Ministério da Saúde confirma nove infecções por Mpox

A província de Cabinda registou nove casos confirmados de Mpox (varíola dos macacos), enquanto as autoridades sanitárias mantêm sob análise mais quatro amostras suspeitas, numa altura em que cresce a preocupação com a circulação do vírus na região.

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O secretário provincial da Saúde, Rúben Buco, revelou que a maioria dos casos foi identificada em homens com idades entre os 30 e os 45 anos. O município de Cabinda concentra o maior número de infecções, seguido pelo município do Liambo. Os pacientes encontram-se internados no Centro de Saúde do Zongolo, onde recebem acompanhamento médico, apresentando, segundo as autoridades, um quadro clínico estável.

Apesar do aumento de infecções, os serviços de saúde garantem que a situação permanece controlada. Os dois primeiros pacientes diagnosticados na província já receberam alta hospitalar e continuam sob vigilância domiciliária. As equipas de resposta rápida intensificaram igualmente o rastreio de contactos e a monitorização epidemiológica, sobretudo porque muitos dos casos identificados não apresentam ligação epidemiológica directa.

“As evidências mostram que o vírus já circula na província, mas continuamos a ter capacidade para controlar a situação”, afirmou Rúben Buco, assegurando que a vigilância decorre de forma permanente para impedir a propagação da doença e detectar rapidamente novos focos de transmissão.

Paralelamente, as autoridades reforçaram as medidas preventivas contra uma eventual entrada do Ébola em Cabinda. Face à extensa fronteira terrestre com a República Democrática do Congo, país onde foram registados casos da doença, decorrem acções de rastreio e controlo no aeroporto, porto e postos fronteiriços. Embora não exista qualquer caso de Ébola na província, o sector da Saúde admite que a elevada capacidade de transmissão e letalidade da doença exige um estado de alerta permanente.