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Angola vai construir um Instituto de Oftalmologia financiado pela França

Luanda vai ganhar um Instituto Oftalmológico de referência internacional, avaliado em mais de 75 milhões de euros, financiado por uma linha de crédito francesa, cuja construção arrancou esta terça-feira com o lançamento da primeira pedra, no município do Kilamba.

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A nova infra-estrutura hospitalar, com prazo de execução de 24 meses, integra a carteira de projectos prioritários do Ministério da Saúde e insere-se no Programa de Expansão e Melhoria do Sistema Nacional de Saúde, visando responder à elevada pressão assistencial no tratamento de patologias oftalmológicas em Angola.

Segundo o Ministério da Saúde, o projecto contempla a edificação de uma unidade moderna e tecnologicamente apetrechada, com cerca de 7.500 metros quadrados de área construída, destinada a reforçar a capacidade nacional no diagnóstico e tratamento de doenças oculares de média e alta complexidade, reduzindo de forma significativa as evacuações médicas para o exterior do país.

Ao presidir ao acto de consignação da obra, a ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, sublinhou que o investimento traduz o compromisso do Estado com a melhoria da qualidade de vida da população, numa altura em que o actual Instituto Oftalmológico de Angola realiza, em média, 377 consultas diárias, mais de uma centena de exames especializados e cerca de 36 cirurgias por dia, apesar das limitações estruturais.

A futura unidade hospitalar de terceiro nível contará com quatro pisos e serviços como urgência oftalmológica, bloco operatório com cinco salas de cirurgia, internamento adulto e pediátrico, áreas de formação e tecnologia avançada, permitindo avanços decisivos no tratamento de catarata, glaucoma, doenças da retina, retinopatia diabética e outros quadros clínicos que hoje conduzem à cegueira evitável.

O representante da Société Française d’Equipement Hospitalier (SFEH), Raphael Ortega, destacou que o projecto inclui um forte programa de formação e transferência de tecnologia, em parceria com o Hospital Fondation Rothschild, de Paris, assegurando que os quadros angolanos dominem equipamentos de última geração desde a inauguração da nova unidade.