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Após 20 anos: multinacional Shell volta a Angola e promete empregos e investimento

A petrolífera Shell reafirmou o compromisso de voltar a desempenhar um papel activo na indústria petrolífera angolana, ao declarar apoio à estratégia do Governo para travar o declínio da produção nacional de crude.

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A posição foi expressa esta quarta-feira pelo director-geral da empresa, Alioune Sourang, após um encontro com o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, em Luanda. Segundo um comunicado do ministério, o responsável da multinacional garantiu que a Shell pretende contribuir para a revitalização da produção, apostar na formação de quadros angolanos, criar empregos e reforçar o impacto social nas comunidades.

Alioune Sourang destacou ainda o clima de abertura demonstrado pelo Executivo angolano no processo de regresso da companhia ao país, duas décadas depois da sua saída. O responsável considerou que o diálogo com as autoridades nacionais revela disponibilidade para uma cooperação sólida no sector energético.

Durante a reunião, foram igualmente abordadas as parcerias da empresa com o Ministério e com a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG), num momento em que a Shell procura reposicionar-se no mercado angolano e consolidar a sua presença na exploração petrolífera.

O regresso da multinacional ganhou forma no ano passado, quando a ANPG e a Shell assinaram um acordo para a prospecção e desenvolvimento de 17 blocos em águas ultraprofundas, num investimento inicial próximo de mil milhões de dólares, passo que marcou oficialmente o retorno da companhia ao sector petrolífero angolano.