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Botijas de gás: Sonagás atribui fugas em botijas de gás a manuseio inapropriado no transporte

As fugas em botijas de gás de cozinha que inquietam consumidores têm origem, segundo a Sonagás, no manuseamento impróprio durante o transporte, numa prática que pode transformar um simples descuido num perigo sério.

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A explicação foi avançada pelo director de Operações da empresa, Pedro de Sá, que atribui os incidentes ao modo como as garrafas são tratadas ao longo da cadeia logística, muitas vezes atiradas ao chão ou empilhadas de forma inadequada. A Sonagás garante que substitui, semanalmente, mais de 500 válvulas de retenção, retiradas após detecção de fugas no processo de pós-enchimento, defendendo maior rigor no manuseamento para salvaguarda dos utilizadores.

O alerta surge num momento de forte contestação. A Associação de Defesa do Consumidor (Adecor) denunciou a circulação de botijas fora de prazo e com fugas no mercado nacional, acusando fornecedores com destaque para a própria Sonagás de negligência, além de criticar a fragilidade da fiscalização por parte das entidades reguladoras.

Os dados resultam de um estudo realizado em Luanda, Huambo e Cabinda desde 15 de Janeiro, que identificou a venda de gás em locais sem condições mínimas de segurança e higiene. A associação questiona o incumprimento dos prazos de validade, fixados em 10 anos, e aponta falhas graves no controlo das condições de comercialização.

Para a Adecor, o cenário é preocupante: muitas das garrafas em circulação apresentam irregularidades que colocam em risco a vida dos consumidores e de toda a cadeia de distribuição, levantando dúvidas sobre a eficácia das medidas de controlo e a responsabilidade dos operadores do sector.

C/Lusa