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Após dez anos parada: fábrica de tomate começa a processar 120 toneladas por dia no Dombe Grande

Uma fábrica com capacidade para transformar 120 toneladas de tomate por dia entrou finalmente em funcionamento, este sábado, no Dombe Grande, província de Benguela, marcando a recuperação de uma infra-estrutura industrial que permaneceu inactiva durante cerca de uma década e abrindo um novo capítulo na industrialização agro-alimentar do país.

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A unidade, gerida pela empresa Dombe, do grupo Adérito Areias, foi inaugurada numa cerimónia presidida pelo ministro da Indústria e Comércio, Rui Miguêns de Oliveira, e testemunhada pelo governador provincial, Manuel Nunes Júnior, e pelo ministro da Agricultura e Florestas, Isaac dos Anjos, entre outras entidades governamentais.

Com uma capacidade anual estimada em 30 mil toneladas de tomate processado, a fábrica prevê a criação inicial de 40 postos de trabalho directos, maioritariamente para jovens da região, e integra planos para a instalação futura de uma escola de formação agrícola, reforçando a capacitação técnica local e o apoio à produção nacional.

O governador de Benguela destacou que o empreendimento se encontrava em avançado estado de degradação, considerando a sua recuperação uma prova de que o investimento e a visão estratégica podem transformar infra-estruturas abandonadas em activos produtivos, alinhados com a diversificação económica, a redução das importações e a promoção do emprego.

Já o ministro da Indústria e Comércio sublinhou que a unidade permitirá converter o tomate produzido na região em bens industrializados de elevado valor acrescentado, com impacto directo na dinamização da economia local, na estabilização dos preços alimentares e no reforço da segurança alimentar, defendendo a industrialização como uma opção estratégica de soberania e estabilidade social.

O projecto absorveu um investimento estimado em 3,5 milhões de dólares para a reabilitação estrutural e tecnológica do complexo, prevendo, numa fase posterior, o processamento de frutas sazonais para produção de sumos, vinhos e doces, numa iniciativa que já conta com parcerias com produtores locais e financiamento a 28 agricultores, garantindo parte do abastecimento e impulsionando a criação de cerca de 1500 empregos indirectos.