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Custo de vida abranda, mas Cabinda mantém-se como a província mais cara do país, aponta estatística

A inflação em Angola voltou a desacelerar em Janeiro, ao fixar-se em 14,56 por cento, menos 1,13 pontos percentuais face a Dezembro de 2025 e quase 12 pontos abaixo do registado no mesmo período do ano anterior, segundo dados oficiais do Instituto Nacional de Estatística (INE).

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O Índice de Preços no Consumidor Nacional confirma a tendência de alívio gradual da pressão inflacionista ao longo de 2025, num contraste expressivo com Janeiro do ano passado, quando a taxa ainda se situava nos 26,48 por cento, reflectindo um ambiente económico significativamente mais pressionado.

Apesar do abrandamento geral, o sector dos transportes destacou-se como o principal foco de subida dos preços, com uma variação homóloga de 19,07 por cento, seguido da classe da habitação, água, electricidade e combustíveis, que registou um aumento de 16,60 por cento.

A saúde apresentou uma variação de 15,92 por cento, enquanto a alimentação e bebidas não alcoólicas subiu 14,89 por cento, mantendo-se como o principal motor da inflação, ao concentrar o maior peso na formação do índice geral, à frente dos bens e serviços diversos e dos transportes.

No plano geográfico, Huambo, Zaire e Cuando Cubango surgiram como as províncias com menor variação dos preços, ao registarem taxas entre 12,57 e 13,11 por cento, num cenário de relativa estabilidade face à média nacional.

Em sentido oposto, Cabinda destacou-se com a inflação mais elevada do país, ao atingir 23,12 por cento, seguida da Lunda Sul, com 16,93 por cento, e do Bié, com 16,42 por cento, evidenciando assimetrias regionais persistentes na evolução do custo de vida.