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Braço-direito de Trump reforça “direito dos EUA” de assumir a Gronelândia

Um alto responsável da Casa Branca defendeu que os Estados Unidos têm o direito de assumir o controlo da Gronelândia, ideia que reabriu tensões diplomáticas com a Dinamarca.

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Há 1 dia
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Stephen Miller, director-adjunto de gabinete, declarou à CNN Internacional que Washington não deveria hesitar em tomar posse do território semiautónomo, caso o considerasse estratégico. “Vivemos no mundo real, governado pela força e pelo poder”, afirmou, acrescentando que “ninguém irá travar militarmente os Estados Unidos pelo futuro da Gronelândia”.

As declarações caíram como uma bomba em Copenhaga. A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, classificou a sugestão como “absolutamente absurda”, garantindo que a integridade do território não está em causa.

O embaixador da Dinamarca em Washington exigiu “respeito total” pela soberania da Gronelândia, depois de Katie Miller, esposa do responsável norte-americano, divulgar nas redes sociais uma imagem do território com a bandeira dos EUA hasteada.

A disputa ganha novo fôlego num momento sensível. Donald Trump já tinha manifestado interesse estratégico na região e, no final de Dezembro, anunciou a nomeação de um enviado especial para acompanhar os assuntos relacionados com a Gronelândia, gesto que irritou abertamente a Dinamarca.

Entre o poder geopolítico e a diplomacia, o episódio volta a expor a crescente cobiça sobre o Ártico e lança a pergunta que nenhum aliado deseja responder: até onde irão os Estados Unidos?