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Café angolano rende 12 milhões de dólares e conquista o mercado português

Angola encaixou cerca de 12 milhões de dólares em 2025 com a exportação de café, num salto histórico impulsionado sobretudo por Portugal, que absorveu perto de um terço das vendas externas do produto, segundo dados oficiais divulgados esta quinta-feira.

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As informações foram avançadas pelo Instituto Nacional do Café (Instituto Nacional do Café), que aponta uma trajectória ascendente nos últimos três anos: cerca de um milhão de dólares em 2023, cinco milhões em 2024 e um disparo expressivo em 2025, reflexo do crescente apetite do mercado internacional pelo café angolano.

O director do Gabinete de Estudos, Planeamento e Estatística do Ministério da Agricultura e Florestas, Anderson Jerónimo, destacou que Portugal, Polónia e Itália lideraram as importações, seguidos da Alemanha e Espanha, sublinhando que Angola reúne hoje condições efectivas para responder à procura externa.

Já o director-geral do Inca, Vasco Gonçalves, revelou que, em 2025, o país exportou 3.288 toneladas de café, mais 51,8 por cento face a 2024, enquanto a produção atingiu 10.500 toneladas, um crescimento de 38,4 por cento em termos anuais, apesar de uma ligeira quebra de 3,1 por cento nas compras portuguesas.

Para o biénio 2026/2027, as metas são ainda mais ambiciosas: elevar as exportações para cinco mil toneladas e aumentar a produção para 14 mil toneladas, sustentadas por uma base de quase 20 mil produtores e pela expansão da área cultivada para 64 mil hectares.

Apesar dos números animadores, o Inca admite fragilidades na qualidade do produto exportado, com 76 por cento do café classificado como “segunda qualidade BB”, dominado pela variedade Ambriz, que representa 70 por cento das vendas externas, um alerta claro para a necessidade de reforçar os padrões de valorização do café angolano