Captura de Maduro: fim da era do líder que desafiou o mundo
Um ataque dos Estados Unidos retirou Nicolás Maduro do poder e arrastou a Venezuela para um novo capítulo de tensão explosiva.

Registro autoral da fotografia
Nicolás Maduro, no comando do país desde 2013, caiu após uma operação “em grande escala” anunciada por Donald Trump, que ordenou a captura do líder venezuelano. O antigo presidente foi retirado à força, acusado de narcotráfico e apontado como figura central do chamado Cartel dos Soles — acusações que já tinham levado Washington a oferecer 50 milhões de dólares por informações que permitissem a sua detenção.
A ascensão de Maduro continua a intrigar observadores: motorista do Metro de Caracas e dirigente sindical, aproximou-se de Hugo Chávez nos anos 90, tornou-se ministro, vice-presidente e acabou designado sucessor. Após a morte de Chávez, venceu por margem mínima e governou apoiado em decretos, enfrentando protestos mortais, falências sucessivas e uma crise económica devastadora.
As eleições contestadas, as acusações de fraude e a repressão contra a oposição cavaram o isolamento internacional do regime. A Assembleia Nacional perdeu poderes, a Constituinte dominada pelo chavismo assumiu controlo político e as urnas de 2018 e 2024 foram denunciadas por adversários internos e líderes estrangeiros como profundamente viciadas.
Apesar das pressões, das sanções e até da autoproclamação de Juan Guaidó como presidente interino, Maduro resistiu no Palácio de Miraflores. Mas a ofensiva militar anunciada por Trump mudou o tabuleiro e colocou o país sob tutela directa de Washington, com promessas de “transição segura” e ameaça de nova intervenção caso o cenário volte a fugir do controlo.
Ao longo do percurso, Maduro governou acompanhado por Cilia Flores, antiga presidente da Assembleia Nacional, enquanto a Venezuela se afundou em inflação galopante, escassez crónica e êxodo massivo. Agora, com o líder deposto sob custódia norte-americana, a comunidade internacional encara um dilema: que futuro resta a um país exausto, mas preso ao centro de uma disputa global pelo poder e pelo petróleo?
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