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China, Espanha e Itália absorvem quase 90% das exportações angolanas de rochas

Angola arrecadou 179,6 milhões de dólares com a exportação de 601,3 mil metros cúbicos de rochas ornamentais entre 2021 e 2025, num desempenho que reforça o peso deste subsector na diversificação das exportações nacionais.

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Os dados foram apresentados esta sexta-feira pelo secretário de Estado para o Petróleo e Gás, José Barroso, durante a abertura do balanço das realizações sobre a produção, comercialização e exportação de rochas ornamentais. China, Espanha e Itália foram os principais destinos, concentrando, em conjunto, 89,16% do valor total das exportações.

A dinâmica manteve-se no primeiro semestre de 2026, período em que Angola exportou 139,48 mil metros cúbicos de rochas ornamentais, avaliados em cerca de 21,26 milhões de dólares. Para José Barroso, a evolução registada confirma uma trajectória de crescimento consistente, sobretudo a partir de 2023, com níveis de produção que ultrapassaram de forma significativa as projecções inicialmente definidas até 2027.

Só entre 2023 e 2024, a produção atingiu 438,79 mil metros cúbicos. Perante este crescimento, o secretário de Estado defende a necessidade de transformar o aumento da produção e das exportações em ganhos de produtividade, qualidade e valor acrescentado, através do reforço da transformação local, modernização dos processos, certificação, qualificação da mão-de-obra e maior integração das empresas angolanas nas cadeias internacionais de valor.

Neste sentido, está em curso a implementação do Polo de Desenvolvimento de Rochas Ornamentais na província do Namibe, uma iniciativa apresentada pelo Governo como uma aposta na criação de melhores condições para o desenvolvimento integrado do subsector e no aproveitamento do potencial existente.