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Primeira refinaria de ouro do país deverá estar pronta até final do ano, garante Diamantino de Azevedo

Angola prepara-se para dar um passo histórico no sector mineiro com a inauguração da primeira refinaria de ouro do país até ao final deste ano. O anúncio foi feito em Londres pelo ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, numa altura em que o Executivo tenta transformar o país num gigante africano da indústria mineral.

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A infra-estrutura, financiada pela Endiama e instalada no Polo Industrial de Viana, terá capacidade para refinar até 25 quilogramas de ouro por dia. Apesar dos sucessivos atrasos desde o anúncio do projecto, em 2022, o Governo garante agora que a refinaria está na recta final. “O nosso objectivo não é apenas extrair, mas transformar”, afirmou Diamantino Azevedo durante a Conferência de Investimento em Petróleo, Gás e Mineração de Angola, que decorre na capital britânica.

O governante destacou ainda que Angola quer deixar de ser apenas fornecedora de matéria-prima e assumir um papel mais agressivo na cadeia de valor mineral. Além da refinaria de ouro, o país expandiu a capacidade de lapidação de diamantes, passando de uma única fábrica, em 2017, para dez unidades actualmente. Está igualmente em curso o desenvolvimento de um polo industrial dedicado às pedras ornamentais.

Diamantino Azevedo revelou ainda planos ambiciosos para transformar minério de ferro em aço, gás em fertilizantes e reforçar a produção de joalharia nacional. Segundo o ministro, Angola já produz ouro, manganês, quartzo, ferro-gusa e pedras ornamentais, tendo retomado também a produção de cobre no último ano. Projectos ligados ao lítio, nióbio e terras raras deverão arrancar em breve, numa estratégia que visa colocar o país no centro das cadeias globais ligadas à mobilidade eléctrica e às tecnologias renováveis.

A conferência em Londres reúne investidores internacionais, líderes da indústria extractiva e responsáveis angolanos ligados à Sonangol, Endiama, ANPG, SODIAM e outras instituições estratégicas. Durante a visita ao Reino Unido, Diamantino Azevedo participou ainda na Cimeira de Energias de África e reuniu-se com dirigentes da petrolífera BP, parceira da Azule Energy em Angola, onde decorrem investimentos avaliados em milhares de milhões de dólares.