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Detido e expulso: Ex-presidente golpista do Burquina Faso “ruado” sem piedade do Togo

As autoridades do Togo detiveram e expulsaram Paul-Henri Sandaogo Damiba, antigo presidente de transição do Burquina Faso, acusado de envolvimento em múltiplas conspirações para desestabilizar o actual poder em Ouagadougou, num episódio que volta a agitar o já frágil xadrez político da África Ocidental.

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Damiba, que chegou ao poder em 2022 após depor o então Presidente Roch Marc Christian Kaboré, caiu apenas oito meses depois, afastado por um novo golpe liderado pelo capitão Ibrahim Traoré, que se mantém no poder. Desde então, o antigo chefe militar vivia no exílio no Togo, sob suspeita constante das autoridades burquinabés.

Segundo informações avançadas por fontes regionais, Damiba foi detido na semana passada em Lomé, submetido a um processo relacionado com alegadas tentativas de desestabilização do Burquina Faso e, de seguida, conduzido ao aeroporto, sem que o destino final tenha sido oficialmente divulgado.

A detenção ocorre num contexto particularmente sensível, poucos dias depois de o Governo burquinabé anunciar que frustrou uma tentativa de assassinato contra o Presidente Ibrahim Traoré, prevista para 3 de Janeiro, reforçando a tese de uma ofensiva concertada contra o actual regime.

Na sequência desse anúncio, vários alegados conspiradores surgiram na televisão estatal do Burquina Faso, afirmando ter actuado sob ordens directas de Damiba, acusação que o coloca no centro de uma teia de planos subversivos envolvendo figuras civis e militares.

Ao antigo líder de transição são imputadas várias tentativas de golpes e projectos de assassinato selectivo, com Ibrahim Traoré apontado como principal alvo, num dossiê que continua a alimentar tensões políticas e a expor a instabilidade persistente na região do Sahel.